A CANÇÃO FAVORITA DE PAUL McCARTNEY!

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Não é costume as grandes estrelas do mundo do espetáculo falarem tão abertamente sobre as suas preferências sem quaisqueres reservas! Há sempre o “ego” que atrapalha, há que medir bem as palavras para não desagradar a ninguém, etc.! Mas quando se é detentor de tamanha genialidade, subitamente o reconhecimento do talento de outrem deixa de nos fazer sombra, pelo menos assim parece pensar o homem responsável por algumas das canções mais populares na história da música.

(GOD ONLY KNOWS)

É uma das canções mais famosas daquela que é muito provavelmente a mais emblemática banda de Rock norte-americana, Os Beach Boys (o grupo nascido nos anos 60, viria a tornar-se numa das mais influentes bandas de todos os tempos. Sendo que durante os meados da década de 60 tornar-se ia mesmo no principal grupo rival dos Beatles, chegando mesmo a por em causa o reinado da banda britânica quer ao nível do sucesso comercial, bem como ao nível do reconhecimento da criatividade artística por parte da crítica).

God Only Knows é canção número 8 do 11º álbum da banda, o lendário Pet Sounds. Que surge em nº 1 em diversas das mais variadas listas dos melhores discos de todos os tempos, editadas pelas mais prestigiadas publicações do género (considerado pela revista Time e Mojo o melhor disco de todos os tempos, e o nº2 na lista dos 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone).

O tema “Pop Barroco” foi composto e produzido por Brian Wilson, co-escrito por Tony Asher e Brian Wilson, ao passo que os acordes vocais principais ficaram a cargo de Carl Wilson (depois de Brian Wilson “intuir” que a música soaria melhor no timbre de voz do irmão)! A canção viria a revelar-se verdadeiramente inovadora, nos mais diferentes níveis: tecnicamente era claramente a canção mais sofisticada da sua era, não sou no que toca ao reportório dos Beach Boys apresentado até então, mas também em relação a qualquer banda da altura (a estrutura melódica e harmonia vocal, eram bastante elaboradas para altura, tendo sido utilizados diversos instrumentos “experimentais” durante a sua gravação. Onde se inclui por exemplo o uso de uma Trompa e de um Cravo, que se ouvem durante o célebre começo da canção).

Outro dos aspetos pelo qual a música é considerada revolucionária, é por ter sido uma das primeiras canções “comerciais” a usar a palavra “Deus”, bem como facto da canção começar numa nota negativa (I may not always love you). Dois factores que deixaram os membros da banda apreensivos quanto a viabilidade comercial da canção (fazendo com que a música apenas fosse lançada inicialmente como lado B do single para Wouldn’t be Nice). A princípio à canção apenas logrou chegar ao número 39 dos tops americanos, mais na Europa revelou-se um sucesso imediato, chegando a nº2 no Reino Unido, o que haveria de a catapultar para o sucesso mundial (foi eleita 25ª canção da lista das 500 melhores músicas de sempre pela Rolling Stone, e é considerada pela Pitchfork Media como a canção nº1 da década de 60).

Paul McCartney nunca escondeu a sua admiração pela canção, tendo ao longo das últimas décadas referido se a mesma por diversas vezes, como sendo a sua canção favorita! Durante uma entrevista em 1990 o ex-Beatle revelou que havia sido desafiado por uma rádio japonesa a revelar quais as suas 10 canções preferidas, e que não precisou de pensar muito para escolher aquela que ocupava o top da sua lista (… “é de facto uma grande canção, God Only knows é muito profunda, muito emocional… há uma leque de canções com as quais me sinto em casa, e que perfazem uma coleção um pouco estranha… mas esta é a tal”).

Pelos vistos para Sir Paul, não se aplica o “I may not always love you”… pois parece ter sido amor a 1ª vista.

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